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Pactos Mortais – Steve Cavanagh – 333p.

Começando pelo fim, gostei muito do agradecimento que o autor fez ao leitor na última página:

Um último e mais importante agradecimento: a você.

Sim, você, de novo.

Se leu este livro, então, quero agradecer por fazer isso. Espero de verdade que você tenha gostado. Mesmo que não tenha gostado muito, fico enormemente feliz por ter tirado um tempo para ler. E quero que saiba que penso muito em você. Quero que tenha ficado entretido enquanto lia e esquecido seus problemas. Pelo menos por um tempinho. Pois é disso que se trata a leitura.

Espero que todos os nossos sofrimentos passem, e desejo a todos nós paz e luz.

Legal, né? Deu até vontade de comprar os outros livros dele.

Quanto a este, “Pactos Mortais”, o escritor norte-irlandês Steve Cavanagh nos apresenta um suspense policial que se passa em Nova Iorque, envolvendo três mulheres atormentadas por traumas e com sede de vingança, querendo fazer justiça com as próprias mãos.

Amanda White e Naomi Cotton se conhecem num grupo de luto. Ambas perderam as filhas e convivem com a impunidade dos autores dos crimes. Certa noite, após uma sessão, elas se encontram casualmente num bar e estreitam os laços. Cada uma relata a raiva de ver os autores de ambos os crimes impunes.

Os laços entre elas vão ficando mais fortes e então Naomi faz um proposta, um “pacto mortal”. Ela mataria o assassino da filha de Amanda, Wallace Crone, e esta mataria o assassino da filha de Naomi, o professor Frank Quinn. Com o crime cruzado, nenhuma seria investigada, pela inexistência de laços entre elas e as vítimas. Poderiam até ser investigadas pelos crimes envolvendo seus desafetos diretos, mas aí bastaria garantir um álibi.

Noutro canto da cidade vive Ruth Gelman, que também procura obsessivamente o homem que invadiu sua casa e tentou matá-la. Ela não sabe sua identidade, mas garante que consegue reconhecê-lo caso o encontre em algum lugar, o que acontece. Daí ela pede ao marido, Scott, que vingue o crime que a abalou tanto, e que a tornou incapaz de ter um filho, seu maior sonho.

Outro personagem da trama é o policial Farrow, que investiga todos os casos, e começa a fazer alguns links entre os crimes pretéritos e os que ocorrem no decorrer da trama.

O livro não me pegou no começo, mas do meio para o fim fica eletrizante, uma leitura que prende, viciante. Vale à pena.

Foi a quinta obra escolhida pelo Clube do Livro CT 786. Reunião no Laço Café e Cacau.

O livro está custando R$ 46,10 na Amazon (aqui), o preço de três cervejas, e não prejudica o fígado etc.

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* Começou no domingo a campanha eleitoral 2026. O que percebo é uma queda da empolgação do eleitorado quando comparado com 2022. Reflexo de um povo desiludido, desesperançado, descrente. Como já cantou Renato Russo: “O futuro não é mais como era antigamente”.

* I – Jornalismo – Em 1969 o Brasil era governado por uma Junta Militar formada pelos ministros Augusto Rademarker, Lira Tavares e Márcio de Sousa Melo, após doença incapacitante do presidente Costa e Silva. Essa junta criou a obrigatoriedade de diploma para exercício do jornalismo.

* II – A regra vigorou até 2009, quando o STF a revogou alegando que a proibição de exercer a atividade violava a liberdade de expressão e de informação. O assunto voltou à tona nos últimos dias, com possibilidade de a exigência ser retomada.

* III – Não há como a obrigatoriedade voltar a valer, simplesmente pela impossibilidade prática de ser fiscalizada. Como proibir milhares de pessoas de se manifestarem em blogs pessoais, por exemplo? Seria um esforço muito grande para combater um “mal” pequeno. Não vale à pena.

 * I – Um estudo do Itaú BBA revelou que entre maio de 2025 e maio deste ano, aproximadamente 3 milhões de caixas com ampolas contendo a substância tirzepatida, a mesma do Mounjaro, fabricadas no Paraguai, entraram no Brasil ilegalmente.

* II – Ainda segundo o estudo, o Brasil consome aproximadamente 90% da tirzepatida fabricada no país vizinho. A Receita Federal tem intensificado a fiscalização, mesmo assim estima que apenas 3% da tirzepatida que atravessa a fronteira são apreendidas.

* I – Quem gosta de séries curtas, com apenas uma temporada, ou minisséries, sugiro procurar a aba “Coleção Harlan Coben” na Netflix. São obras baseadas nos livros do autor. Há aproximadamente dez, entre elas “Eu Vou te Encontrar” e “Não Fale com Estranhos”.

* II – Da citada aba, além dessas duas mencionadas, também já vi “Custe o que Custar”, “A Grande Ilusão”, “Desaparecido para Sempre” e “Safe”. O estilo de todas é o mesmo: thriller policial; sempre com reviravoltas, personagens misteriosos, passados obscuros, segredos, desaparecimentos etc. Vale à pena.

* I – Uma resposta ríspida que se transformou num dos maiores clássicos da música brasileira. Dona Zica perguntou ao marido, Cartola, o que estava acontecendo com as roseiras do quintal. Ele sapecou: “Não sei, as rosas não falam”, uma resposta ignorante que a entristeceu.

* II – Ante a cara feia da mulher, Cartola quis se redimir e começou a transformar aquela grosseria em declaração de amor, e assim nasceu “As Rosas não Falam”, dos versos: “Que bobagem, as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti”.

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A Última Casa da Rua Needless – Catriona Ward – 350p.

Estamos diante de um livro confuso, onde quanto mais o leitor avança nas páginas, menos ele entende a história. São poucos personagens, sendo quatro nucleares e alguns outros orbitais. Em torno de dez no total, mas não dá para afirmar ao certo. Não se sabe bem o que é real e o que é imaginário.

O que dá para extrair é que Ted Bannerman (ou Ted, ou Teddy, ou Theodore), um sujeito introspectivo, antissocial até, mora na última casa da Rua Needless, onde divide o espaço com a filha Lauren e a gata Olívia, cujos pontos de vista rendem vários capítulos. Dos três, a felina é a que parece mais equilibrada.

Outra personagem é Didi, que busca saber o que aconteceu com Lulu, sua irmã que desapareceu há 11 anos, caso em que Ted foi um dos investigados, mas não indiciado, pois tinha um álibi.

Didi se muda para a casa ao lado da de Ted, pois tem convicção de que ele está por trás do desaparecimento da irmã. Os maiores momentos de tensão do livro são quando Didi tenta se aproximar do vizinho e quando invade sua casa na sua ausência. Isso rende alguns capítulos.

É difícil avançar mais sem dar spoilers, mas o desfecho da história requer muita submissão à autora, ao que ela quis apenas deixar no imaginário, no campo da psicanálise, da psicologia, onde pessoas nem sempre são o que parecem ser e criam mundos irreais.

Como não sou um expert em psykhé, apenas um leitor comum, não gostei muito da obra, mas talvez você goste. Muita gente renomada elogiou, inclusive Stephan King.

 Foi a quarta obra escolhida pelo Clube do Livro CT 786.

O livro está custando R$ 45,75 na Amazon (aqui), o preço de três cervejas, e não prejudica o fígado etc.

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Segredos e Lendas do Rock – Sérgio Pereira Couto – 160p.

A obra, lançada em 2008, é repleta de curiosidades do mundo do rock, sobretudo as lendas em torno de seus ícones. É interessante para quem quer iniciar no assunto, e também para quem tem memória de peixe, como eu, que sempre preciso ficar revisitando o que já li e aprendi.

A maioria das histórias não passa de lendas, o nome já diz, mas são ótimas para contar em rodas de conversas. Outras, contudo, são verdadeiras; e outras, não se sabe, ficando no ar a dúvida. O autor não faz conclusões, limitando-se a contar o que há tempos se ouve falar.

Ele discorre, por exemplo, sobre a maldição dos 27, citando os artistas que morreram com essa idade. Teria algo místico nisso?

Fala ainda que uma teoria defende que Paul McCartney morreu em 1966; que o clássico “Stairway to Heaven”, do Led Zeppelin, tem uma mensagem satânica quando se toca o disco ao contrário; que Keith Richards, dos Rolling Stones, fez transfusão de sangue com um cavalo; além das manjadas “Elvis não morreu” e “Ozzy comeu um morcego”.

Essas e muitas outras histórias estão lá, em capítulos curtos.

O livro está fora de catálogo, podendo ser encontrados apenas em sebos ou em sites como o Estante Virtual.

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A Morte de Ivan Ilitch – Liev Tolstói – 95p

Na literatura, “A Morte de Ivan Ilitch”, de Tolstói, se enquadra como uma novela, um texto maior do que um conto e menor do que um romance, onde há poucos personagens e apenas um núcleo.

No caso, o livro cobre, sobretudo, os últimos dias de vida de Ivan Ilitch, um alto funcionário da Justiça russa, chamado de juiz em alguns trechos, noutros não. Não dá para saber exatamente sua função. O primeiro capítulo já traz o anúncio de sua morte e narra o funeral. A história dele começa a ser contada a partir do segundo capítulo.

O livro é uma forma sutil de criticar a hipocrisia da sociedade russa naqueles tempos (A obra foi publicada em 1886); as relações afetivas e profissionais se dão por conveniência. Ninguém é exatamente feliz, mas tenta demonstrar que é. Mais atual impossível. Talvez por isso tenha sido resgatada pelos jovens leitores da atualidade, voltando a integrar as listas de livros mais vendidos.

Ivan Ilitcht sofre dores lancinantes no estômago, que aumentam com o passar do tempo. Os médicos não conseguem descobrir exatamente que mal lhe acomete, mas suspeitam que é algo no rim ou no ceco. A novela também é uma crítica a esses profissionais, que veem Ivan apenas como um “caso clínico”, não um ser humano que se esvai em dores.

Mesmo tendo um bom cargo, uma família aparentemente sólida, morando bem, Ivan Ilitch teve uma vida de desamparo e solidão: “(…) finalmente ele esvaziaria o lugar, libertando os vivos do desconforto produzido por sua presença e livrando a si mesmo de seus sofrimentos”.

Esse foi Ivan Ilitch.

Curiosidade: descobri neste livro que Jean é a forma afrancesada do russo Ivan.

O livro está custando R$ 24,82 na Amazon (aqui), o preço de duas cervejas longneck, e não prejudica o fígado etc.

Agradeço a amiga Mariana Castro, do Clube de Leitura CT 786, que gentilmente me cedeu sua edição.

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