* Ontem, durante o Pingo da Mei Dia, meu Instagram estava repleto de pessoas nas praias, serras, sítios, no estrangeiro, corridas de rua e até mesmo em casa. Ao que parece, o “cult” foi não ir pro evento e mostrar a alternativa escolhida.
* I – A taxação de produtos brasileiros pelos EUA afeta mais a economia deles do que a nossa. O consumidor americano terá mais dificuldades para adquirir os produtos taxados, ou porque ficarão mais caros ou por causa de sua escassez no mercado.
* II – E tal insatisfação, obviamente, reflete no humor dos eleitores. Por essas e outras a reprovação a Trump sobe a cada pesquisa. Quanto ao Brasil, basta inverter o farol das exportações, dos EUA para a China e União Europeia (EU).
* I – A jornalista Thaís Oyama, do Globo, vem se notabilizando por artigos contra a aplicação bastante larga do conceito de misoginia. No último, ela critica o perdão judicial concedido a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, 4, assassinado pelo padrasto.
* II – Na decisão que concedeu o perdão, a juíza Elizabeth Louro justificou que Monique foi vítima de um massacre social e misógino. É aí que Thaís discorda: “Monique falhou miseravelmente como mãe. E o patriarcado não tem nada a ver com isso”, escreveu.
* No Brasil, o canal para denunciar maus-tratos a crianças e adolescentes é o Disque 100. Só em 2024 foram 289 mil denúncias, o que dá uma média de 33 por hora. No recorte de crianças até seis anos, 80% das agressões ocorrem dentro de casa.
* O resultado do primeiro Enem dos Professores, divulgado recentemente, pode ser considerado uma tragédia. 1/3 dos professores avaliados não domina o que o governo federal estabeleceu como conhecimento básico para poder ensinar. Em Matemática, a metade.
* “Hoje em dia todo mundo quer viver de acordo com sua própria cabeça, ninguém conta nada para as mães”, trecho do livro Anna Kariênina, de Lev Tolstói, escrito entre 1873 e 1877. Pois é, não é de agora não.
* No próximo dia 23 de julho estreará na HBO Max o terceiro spin-off (série derivada de outra) de “The Big Bang Theory”: “Stuart não Consegue Salvar o Universo”. Antes, já tivemos Jovem Sheldon, com sete temporadas; e George e Mandy: Seu Primeiro Casamento, duas temporadas.
* A cantora Teresa Cristina, que despontou como intérprete de samba e choro nos anos 90, prepara-se agora para lançar seu primeiro trabalho autoral. O disco, intitulado “Tudo que eu Tenho”, chega às plataformas no dia 24 de julho. Um single já saiu: “Quando a Onda Passar”.
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“As Pequenas Chances” – Natália Timerman – (204 páginas).
Neste livro, a escritora e médica psiquiatra Natália Timerman revive os últimos dias de vida do seu pai, o médico Artur Timerman.
Tudo começa quando ela se encontra com Felipe num aeroporto, médico que cuidou do seu pai nas últimas semanas de vida. A partir daquele encontro casual ela passa a rememorar tudo o que o pai e a família viveram desde que ele descobriu a doença (câncer) até a despedida final.
Na segunda parte, ela relata a saga de sua irmã, uma engenheira naval, para voltar da África, onde estava embarcada, para o Brasil, a fim de ainda encontrar o pai com vida, após a constatação que ele estava vivendo seus últimos dias. Essa parte é a mais desinteressante da obra.
Por fim, Timerman fala das tradições judaicas, assunto que ela já tinha falado nas partes anteriores, mas aqui ela se aprofunda mais, inclusive faz uma viagem à Ucrânia para aprender mais sobre seus ascendentes. É a parte mais triste da obra, pois ela a todo tempo lamenta o fato de não ter se ligado muito no Judaísmo, na ancestralidade e nas tradições familiares quando o pai era vivo.
Numa das passagens mais fortes, ela conta que na sua casa havia vários quadros na parede de pessoas não identificadas, mas nunca perguntou ao pai quem eram. E agora, sem o pai, não há mais como saber.
Um belo livro sobre finitude.
Está custando R$ 58,47 na Amazon (aqui), o preço de quatro cervejas, e não prejudica o fígado etc.
Ele também pode ser lido gratuitamente no aplicativo MEC Livros.
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* I – A classificação do PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA não é a melhor ação anticrime dos últimos 17 anos, como apressadamente disse um quase irreconhecível Álvaro Dias (PL), pré-candidato a governador do RN; nem tampouco o catastrofismo que outros profetizam.
* II – O que mais há, neste caso, são incertezas, muitas incertezas. Ninguém sabe exatamente o que vai acontecer, tudo é achismo, suposição. De cá, apenas torço que os EUA possam ajudar o Brasil a combater esses grupos sem interferir em nossa soberania e economia.
* III – Minha fé, contudo, é pouca. Tomo como base as impressões do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que reúne os maiores especialistas do país na área, a qual emitiu nota criticando a medida. Se quem sabe tem essa opinião, quem sou eu para pensar diferente?
* IV – Por ora, o maior receio reside no sistema financeiro. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já deu várias entrevistas temendo que a medida atinja o PIX. Basta os EUA entenderem que o modelo de pagamento facilita as atuações do PCC e CV.
* V – O bolsonarismo, dentro de sua lógica bem singular, comemora a decisão como uma vitória política, um ato de Trump contra Lula. Não é. Os EUA também já declararam como terroristas organizações criminosas de países alinhados politicamente, como El Salvador e Equador.
* I – Em artigo na Tribuna do Norte, o padre João Medeiros Filho defende que a Assembleia Legislativa altere o nome do município “Jardim de Piranhas” para “Jardim do Piranhas”, nomenclatura primitiva, vez que se refere ao rio Piranhas.
* II – Era tradição nomear as cidades com referência ao rio da região. Cita como exemplos São Paulo do (rio) Potengi, São Bento do (rio) Trairi e São João do (rio) Sabugi. Logo, Jardim do (rio) Piranhas. De fato, não existe jardim feito de piranhas. O nome é ilógico.
* Viemos de 2 pais, 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 32 tetravós, 64 pentavós, 128 hexavós, 256 heptavós, 512 oitavós 1024 eneavós e 2048 decavós. São 4094 pessoas em dez gerações. No caso, uns 300 anos, de 1726 para cá.
* Dia histórico no tênis. O brasileiro João Fonseca, 19, venceu e eliminou do torneio de Roland Garros o servo Novak Djokovic, o maior campeão masculino de Grand Slams, e de virada. Ao final, Djoko elogiou o brasileiro, vendo nele uma grande promessa do esporte.
* Paul McCartney lançou ontem seu 20º álbum solo, intitulado “The Boys of Dungeon Lane”. O disco, com 14 faixas, já está disponível nas plataformas. No dia 10 de julho será a vez do Rolling Stones lançarem seu 25º trabalho, nomeado “Foreign Tongues”. Velhinhos incansáveis.
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Querida Debbie – Freida McFadden – (269 páginas).
“Querida Debbie”, quarto livro que leio de Freida McFadden, traz o cotidiano de Debbie; do marido dela, Cooper Mullen; e de suas filhas Lexi (Alexa) e Izzy.
Ela tem uma coluna num pequeno jornal, onde dá conselhos às leitoras; o marido trabalha como contador num escritório; Lexi estuda o ginasial e namora um rapaz folgado, que não quer nada com nada; Izzy, a mais nova, estuda no mesmo colégio da irmã.
A família começa a enfrentar uma série de problemas. Debbie é dispensada do jornal, o marido perde o emprego, a filha mais velha está sendo ameaçada pelo namorado e a mais nova é afastada do time de futebol do colégio, mesmo sendo uma das melhores jogadoras.
Soma-se a isso o fato de Debbie ter passado por um evento dramático na faculdade, um estupro; e também a malquerença com parte da vizinhança. É muita coisa.
O destaque do livro é a forma que Debbie encontra para enfrentar os problemas, sempre se valendo dos conhecimentos que tem em computação e jardinagem (daí a capa do livro). Ela é capaz até mesmo de matar quem atravessa a vida de sua família. Age com desmedida frieza para conseguir o que quer.
Em alguns momentos Debbie me faz lembrar Dexter, o serial killer da série, guardada as devidas proporções. Mais uma eletrizante obra de Freida McFadden.
O livro está custando R$ 49,72 na Amazon (aqui), o preço de três cervejas, e não prejudica o fígado etc.
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Oração para Desaparecer – Socorro Acioli – (199 páginas).
Escrito pela cearense Socorro Acioli, autora de “A Cabeça do Santo”, o livro “Oração para Desaparecer” segue o mesmo estilo, uma história repleta de regionalismos e crenças nordestinas, com acréscimo, no caso, de tradições portuguesas, vez que parte do enredo se passa naquele país.
Na obra, uma jovem é retirada viva de uma cova em Portugal. Ela está sem roupa, sem cabelos, com ferimentos, e, o mais misterioso, sem memória. Ela não sabe de onde veio, nem tampouco os que lhe resgatam sabem sua origem.
Seus sonhos são a única esperança de ela encontrar seu passado, saber sua história. O livro não me pegou de início, mas valeu muito à pena insistir. O desfecho da história é muito bonito, e casa bem direitinho com o início e meio da obra. Não há pontas soltas, tudo é explicado, mas conforme crenças religiosas e indígenas, frise-se.
O livro, em formato e-book, está custando R$ 29,90 na Amazon (aqui), o preço de duas cervejas, e não prejudica o fígado etc.
Também está disponível gratuitamente no aplicativo MEC Livros.
Agradeço a Maria Leopolda Câncio, do nosso Clube de Leitura CT 786, que gentilmente me cedeu sua edição.


